05/05/2009

A marmita viajante

Desde o dia anterior, Ricardo de Ricardo – veja só o nome da peça – não estava no seu melhor dia. Tudo saia errado. Trabalhava numa oficina mecânica autorizada da concessionária BMW. Mas, na verdade, lá nunca apareceu um automóvel deste para conserto. Seu sonho era ter um, um dia. Sonhava constantemente com o carro, mas no final de seus sonhos, a BMW se transformava em fusquinha ou em barata.

A barata era sua inimiga número um. Estava sempre em cima de sua cama, além daquelas que resolviam passear em sua “enorme” casa de um cômodo. Muitas das vezes, sua cama parecia a Arca de Noé. Eram todos convidados a dormirem nela: ratos, lacraias, lagartixas… A lagartixa era sua grande amiga, comia todos os insetos, principalmente na noite que lhe acordavam de hora em hora. Ele, às vezes, chegava a exagerar, colocando as lagartixas em sua cama para compartilhar de seu sono. Isso era demais para a sua mulher. Nesses dias, ela dormia em cima dos caixotes que lhe serviam de cadeiras.

Apesar desses pequenos desentendimentos familiares, natural na vida de qualquer casal, seu lar era um mar-de-rosa. Afinal de contas, não e só pobre que tem dessas coisas, rico também tem: aquelas baratas que incomodam, animais que dão chifradas… Mas isso só nas suas insônias… Bem deixa pra lá! Como ia dizendo, Ricardo de Ricardo e sua mulher, apesar desses pequenos desentendimentos pelos seus animaizinhos de estimação, viviam felizes – umas meias dúzias de discussões durante o dia, seis durante a noite, seis no café da manhã e mais seis no jantar. Para acalmar o casal, os vizinhos do lado, a 300 metros de distancia, tinham que intervir. Caso contrário, os “carinhos” continuavam no dia seguinte.

As brigas vinham seguidas de reconciliações de amor, em um prolongado “Ai Love Iurrr”… Das noites misteriosas de 120 dias sem se cruzarem. Era uma noite inesquecível para os dois. Quando acontecia só tinha um objetivo: gerarem um novo herdeiro. Ambos com 40 anos sonhavam ter 40 filhos. Afinal já tinham 37 filhos e não se sabia como, e de que forma acomodavam os 37. Só “Froude” explica!!!

Cinco da matina, já se foi madrugada adentro, e quem passava na estrada escutava o pio da coruja: “Aí Love Iurrrr”. De repente Ricardo de Ricardo deu um pulo da cama. Estava na hora de se levantar para o trabalho. Sua mulher levantou um pouco sem jeito, desconsolada, não conseguiu da o último urrrrrrrr da madrugada. Não sabia quando seria a próxima felicidade. Uma eternidade. Isso também frustrava a multidão que ficava lá fora nestas noites querendo descobrir o esconderijo da tal coruja. Todos queriam pegá-la, embora alguns caçadores andassem desconfiados de onde vinha tal barulho. A comida neste dia tinha que ser especial, a mesma de sempre: arroz com feijão, se bem que às vezes não era feijão, era aquele negocinho da barata com ovos de lagartixa. Mais forte que ovos de codorna. E Ricardo de Ricardo tinha uma boa criação. Comia uns 20 por dia… E lá vai ele com sua marmita na mão, que mais parecia um embrulho… E dos grandes! Também pudera haja resistência!

Ricardo de Ricardo era um homem conhecido na vizinhança e na condução, graças a sua marmita que dava aquela baita confusão e também por ser uma pessoa comunicativa, popular. Encontrava-se com um e outros e aos poucos era aquela romaria. Se fosse candidato a governador, seria eleito. Faria obras melhor que o ex-governador Leonel Brizola. Pelo menos em matéria de construção civil, quem conhece a casa dele sabe. É uma obra de dar inveja a Oscar Niemeyer. Seus seguidores de viagem já sabiam que ele tinha novidades para contar. Beijava os amigos, comprava bala para as crianças, dava esmola para os cegos, assobiava, e o pessoal atrás dele querendo saber por que tanta felicidade.

A história era contada no ponto de ônibus da linha: Bairro da Misericórdia – Deodoro. Na verdade mais miséria e discórdia do que qualquer outro bairro ao lado. Ricardo de Ricardo colocou a marmita no chão, sentou em cima e começou a contar as façanhas da vida. Gesticulava para um lado e para o outro, quando foi interrompido pela chegada do ônibus, ou melhor perua – aquele veículo com cara de caminhão e o corpo de alguma coisa. Nessa altura, no meio do empurra-empurra, não existiam mais amigos. O negocio era sentar. E ele deu sorte e entrou primeiro conseguindo um lugar logo na frente. Mas quando já bem confortável deu falta da marmita que deixará lá fora. E, num impulso foi ao encontro dela. Teve que se conformar em viajar pendurado do lado de fora, com uma mão na marmita e a outra na porta traseira do ônibus. Chegando em Deodoro, ficou macho. Tomou a bala de uma criança, deu chute em cachorro, mandou a velhinha para… Com a marmita debaixo do braço que já pesava 150 quilos.

A fila do trem fazia curva de 1 km e um passageiro engraçadinho resolveu passar um chegue de 50 reais na quiche para pagar a passagem, e o atendente lhe deu o troco com moedas de 5 e 10 centavos. O trem já apitava lá na curva e quando Ricardo de Ricardo viu, saiu empurrando todo mundo que estava na frente. Se perdesse aquele trem, perderia o emprego. Na hora de passar no guichê, em vez de dar o dinheiro, deu a marmita. E o trem já na plataforma dava o primeiro sinal de partida. No meio da escada ele sentiu que faltava algo. Botando fogo pelas narinas voltou aos pulos, deu uma bronca no cara do guichê, pegou a marmita e desceu a escada aos pinotes de três em três degraus.

O trem deu o último sinal de partida, começou a fechar as portas e Ricardo de Ricardo no desespero, só teve uma alternativa: colocou sua grande e larga marmita entre a porta para não fechar e entrar, e… entrou todo mundo, menos ele. Aí o trem deu a partida, mesmo com a marmita presa na porta. Ele colocou suas mãos sobre a cabeça, como se estivesse perdendo um ente querido e inconformado partiu atrás da marmita. As pessoas riam da cena, vendo-o querendo pegar a marmita e ela correndo dele. Como não dava mais, ficou olhando-a no seu último adeus. Frustrado, desconsolado, sentou-se a beira da plataforma lamentando a saborosa comida que sua mulher havia preparado para ele, e que se foi…

Tempos passaram e os amigos de Ricardo de Ricardo descobriram na verdade como é que ele tinha tantos filhos e qual o motivo de se chamar assim. .

Por Guilherme da Franca

28/04/2009

Susan Boyle

28/04/2009

Quem disse?

Quem disse que eu não serei rica, ou que o cara que está ao meu lado será mais bem sucedido do que eu?

Quem disse que a minha vizinha é menos inteligente do que eu ou que meu melhor amigo será um fracasso?

Quem disse que preciso ter a altura certa, cabelo certo, rosto padronizado para ser uma pessoa bonita?

Quem disse que se eu não for à igreja, não terei um lugar no céu? Quem disse que existe um céu?

Quem disse que quem estuda mais é mais inteligente? Quem disse que a ordem natural de um casal é se conhecer, namorar casar e ter filhos?

Quem disse que é preciso agradar as pessoas para ser querido?

Quem disse que aquela mulher franzina e de aparência doente não vai ganhar medalha de ouro nas olímpiadas?

Quem disse que tudo que foi dito está certo, quem disse que está errado?

Quem disse que um cara com vários erros de português iria se tornar o presidente do brasil, ainda reeleito?

Quem disse que os EUA elegeria um presidente negro?

Quem disse que um filme indiano levaria a estátua do Oscar?

Ninguém disse, mas aconteceu. Isso me leva a um só lugar, nunca subestimar ninguém, pois tudo é possivel, para todos, em qualquer lugar, mesmo que isso não faça parte dos “seus/meus” planos.

 

Repórter – Thais Sabino

28/04/2009

Ditados

* Quando o homem derruba um prédio constrói um outro até bem melhor. Mas quando ele faz isso com a natureza, ela nunca será a mesma e ainda reage de forma implacável contra ele.

 

* A imprensa tem que ser o cirurgião da estética da mente.Tirar as pessoas da ignorância através da informação que é a plástica da consciência.

 

Por Guilherme da Franca

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24/04/2009

Liberdade de expressão: fato ou ficção?

liberdadeEm permutas pela vida, penso como seria um mundo onde não pudéssemos expressar tudo o que sentimos. Deve ser irrelevante, frustrante e completamente nervoso.

Bem, eu não peguei a época da ditadura militar onde todos eram obrigados a ficarem calados e não podia sequer expressar qualquer tipo de forma de arte ou sentimento, fosse ele qual fosse.

Lendo e relendo matérias para faculdade me deparei com duas entrevistas da revista ESPM, onde dois mestres respondem sobre o tema liberdade de expressão, cada um a seu modo de pensar.

Na edição de setembro/outubro de 2005 da revista foi perguntado para Artur da Tavola e João Ubaldo Ribeiro o que eles achavam sobre o fato de alguns terem mais liberdade de expressão que o outro. Artur citou um acontecimento com Samuel Wainer, onde ele disse não ter liberdade nenhuma no jornal onde trabalhava, e falou que ele poderia não ter nenhuma liberdade, mas tinha toda independência. Não poderia falar nada contra o dono ou o próprio jornal, mas tinha total independência de escrever o que sentia e pensava, desde que isso não afetasse a imagem do jornal.

Já João Ubaldo mandou uma, que só o ele poderia ter relacionado esses fatos. Ele citou que um repórter falou de um tal assunto de total complexidade relacionando expressão à impressão. Isso mesmo, ele falou que se abstraímos, radicalmente, outros elementos, a expressão é a transmissão de uma impressão – palavras de João – e já que em nosso país a capacidade de receber impressão é quase nula pela falta de educação, não há condições de termos uma impressão, quanto mais uma expressão.

Esses dois modos, totalmente contrários um do outro, se fundem num único pensamento, é que na verdade não temos verdadeiramente nenhuma liberdade. O que temos é a falsa sensação que nos é dada conforme a música toca. É o famoso ditado em que se diz, que temos que dançar conforme a música.

Podemos hoje em dia termos capacidade, e meios, de transmitir o que pensamos e desejamos de várias formas e modos. Afinal, nossa tecnologia avança a cada dia. Mas a verdadeira liberdade, não temos. Pois sempre existirão os tabus por de trás da sociedade, na maioria das vezes hipócrita, e assim não conseguimos realmente nos expressar e assim não conseguimos com liberdade formar nossas impressões.

Na verdade ficamos no meio do comentários dos dois. Não conseguimos ter liberdade por falta de impressão, e por consequência temos a independência de pensarmos o que queremos, mesmo que nunca possamos expressar nossos pensamentos. Esses que são nossos, mesmo que só sirvam para ficar para ficar guardado em velhos diários de papel como no tempo da vovó.

Por Ana Magal
Repórter colaboradora
ana.magal@gmail.com

23/04/2009

Movimento Blog Voluntário

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Oi, Pessoal! A partir de amanhã, durante três dias, vai rolar o dia Global do Voluntariado Jovem, uma iniciativa do IVA (Voluntários em Ação), que já tem vários blogs inscritos. Achei que seria legal divulgar.

Abaixo o release:

O Instituto Voluntários em Ação lança a segunda edição do Movimento Blog Voluntário. A ação tem como objetivo realizar o Dia Global do Voluntariado Jovem no mundo on-line, uma boa causa voltada ao combate do analfabetismo digital.

O Movimento Blog Voluntário funciona assim: os blogs escrevem um, dois ou mais posts sobre qualquer assunto que ajude alguém iniciante a usar o computador ou internet. Artigos, tutoriais, exemplos…vale tudo. Vai da criatividade do blogueiro adequar o tema ao seu blog.

Após os dias de ação, 24, 25 e 26 de abril, quando pessoas do mundo inteiro trabalharão para melhorar o ambiente global e local, o IVA reunirá os melhores posts dos blogueiros voluntários em um e-book, livro em PDF, que funcionará como um guia para os leigos digitais.

Adicione o simpático button do movimento em seu blog, faça seu cadastro na página oficial e prepare seu post para participar também do Movimento Blog Voluntário 2009.

Site: www.blogvoluntario.org.br
Twitter do IVA: www.twitter.com/ivasc

 

Daniele Barizon

Repórter colaboradora

 

 

 

 

16/04/2009

Grana é que não vai faltar

Que o futebol é um mecanismo de ascensão social ninguém discute. Para alguns que não tinha nada, a bola faz uma transformação e tanto. O atacante da seleção Brasileira e da Inter de Milão, Adriano, está prestes a abandonar o futebol. Grana não é o problema. Levando em consideração que ele fez um contrato em 2005, no qual recebe R$ 1,3 milhão mês, Adriano já embolsou tirando multas, impostos e etc, R$ 32 milhões. Aplicando esse dinheiro num título baixo, ele poderia GASTAR(!!!!!) pouco mais de R$ 4 mil por dia. É mole.

Confira os dez mais bem pagos do futebol:

1. David Beckham (Milan): 32,4 milhões de euros

2. Lionel Messi (Barcelona): 28,6 milhões de euros

3. Ronaldinho (Milan): 19,6 milhões de euros

4. Cristiano Ronaldo (Manchester United): 18,3 milhões de euros

5. Thierry Henry (Barcelona): 17 milhões de euros

6. Kaká (Milan): 15,1 milhões de euros

7. Zlatan Ibrahimovic (Inter de Milão): 14 milhões de euros

8. Wayne Rooney (Manchester United): 13,5 milhões de euros

9. Frank Lampard (Chelsea): 13 milhões de euros

10. John Terry (Chelsea): 11,7 milhões de euros

11/04/2009

Fotos Coyote Ugly

Espero que voces gostem. O Coyote Ugly ‘e um bar super interativo onde as Coyotes convidam as pessoas para dancar em cima do bar ( eu acabei indo tambem depois de 2 shots de alguma coisa que me deram para beber , risos) e os copos estao sempre CHEIOS! E claro, o caixa tambem!

Um beijao a todos,

Marcela Ferrinha

diretodacozinha@ymail.com

11/04/2009

BD’s Mongolian Barbeque e Coyote Ugly Saloon

Gente,

na semana passada eu fiz um artigo sobre esses dois restaurantes, na verdade o Bd’s ‘e restaurante e o Coyote Ugly um bar, ambos em Denver – Co – USA. Tirei algumas fotos para vcs terem um ideia.

Espero que gostem!

15/03/2009

Quem sabe um dia

A crise econômica provocou algumas mudanças no futebol brasileiro. Vários atletas fizeram o inverso da atualidade. Hoje, os jogadores preferem ir para a Europa em busca de melhores salários e mais segurança do que continuar no país de origem. Com o problema da escassez de capital, os jogadores estão voltando para o Brasil, ou não estão nem indo. É apenas um período, já que os clubes estão esperando esse momento negro passar, mas já aumenta significativamente a qualidade técnica dos atletas, valorizando os torneios nacionais e estaduais.

Além dos casos dos atacantes Fred, do Fluminense, e Kléber, do Cruzeiro, já citados, tivemos também a volta de Ronaldo para o Corinthians, Thiago Neves para o Fluminense e o regresso do zagueiro e volante Edmilson, pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002, que deixou a Espanha para atuar no Palmeiras.

Agora, imagina Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano, Juan, Lúcio, Júlio Cesar, etc. Todos esses jogadores que brilham na Europa, voltando para o Brasil. Quem sabe um dia, sonhar não custa nada.

 Por Guilherme Pannain

guilhermepannain@ig.com.br